"... because I felt more alive then, than feel now. Because I was needed and I could sing something to help my people.(...)"
São seis minutos arrepiantes e perturbadores daquilo que foi uma luta contra a segregação nos Estados Unidos da América. Seis minutos de um documentário brilhante (que ando à procura!) que falam de como Nina Simone encarava os movimentos civis do seu povo. De como diz que, se as coisas fossem à sua maneira, ela teria certamente sido uma assassina e disparava a tudo quanto era injustiça. Disparava contra tudo quanto era branco que abusava (e abusa!) de um poder idiota e mesquinho. E Nina disparou sim, sempre:
"If I had my way, I would have been a killer, ok? That's true! I would have guns and would have gone to the South and gave shotguns and shotguns. If I had my way! But my husband told me I didn't know anything about guns and the only thing I had was music. (...) If I had my way, darling, I wouldn't be here sitting today. I'd be probably dead somewhere because I was never a non-violent person.
A violência está implícita nas músicas de Nina Simone. Era Martin Luther King de um lado a apelar à paz e à não violência e Nina Simone por outro a pedir mais do que manifestações pacíficas por parte da comunidade afro-americana.
Esta era a sua arma: o seu talento e a sua coragem que, com apenas nove anos nos seus concertos fincou o pé perante a injustiça de ver o seus pais terem de dar o seu lugar aos brancos abastados, e dizia alto e bom som que não tocava uma nota se os seus pais não se sentassem na primeira fila. Foi este o começo de uma luta que durou a vida toda...








